Relato Parto Natural – Nascimento do Bernardo (parte 2)

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      A PRIMEIRA MADRUGADA EM TRABALHO DE PARTO

      Fui deitar 2:30 da madrugada, a insônia já fazia parte do meu cotidiano desde o 7 mês! E então acordei 3:30 com uma dor… ué, que isso? Aiiiiiii! Doeu!!! Será que é o trabalho de parto? Fui fazer xixi e voltei a dormir, estava exausta e precisava dormir. 4 da manhã, aiiiiiiiii! De novo? Meu Deus!!! É! Uma dor forte, aguda, ardia e sumia. Preciso dormir mais… fecho o olho e… outra! Que? Como assim? Foram quantos minutos de intervalo? 2!!!! Jesussss! Tento mais uma vez continuar na cama… foi impossível, tava forte demais p conseguir pegar no sono.

      Acordei meu marido, que dormia no outro quarto, e pedi para deitar com Antonio na minha cama. Falei que estava com um pouquinho de dor (mentira, já tava forte) mas que preferia que ele dormisse enquanto eu ficava na banheira. Amanheci lá… vi os primeiros raios do sol daquele domingo dentro de uma banheira, coração acelerado, a casa um silêncio que qualquer mexida na água parecia um absurdo. Me mantive paradinha, com água muitooo quente, tentando aliviar a dor.

      Comecei a cronometrar as contrações num aplicativo do celular, os intervalos eram de 3..5…4..7 minutos! Mas meu Deus? Cade os espaços entre essas contrações? Socorro!!!
      Saí da banheira perto das 8 da manhã, meu marido acordou e contei sobre os intervalos e intensidade da contração. Como assim de 3 em 3 minutos? Não tinha que ir para o hospital quando estivesse de 5 em 5? Rss

      Eu estava confusa também, achei que os intervalos seriam muito maiores no começo, eu já estava com muita dor e mal dava tempo de me recuperar. Ele começou a sugerir de ligarmos para o hospital e eu tentando enrolar, apesar de estar sentindo muita dor, eu sabia que não eram as piores dores e que o parto estava longe. – Mas e se nascer aqui? Você é louca? – Não vai nascer, espera mais um pouco… já já ligamos!

      Tínhamos marcado um churrasco com alguns amigos aqui em casa nesse dia, mandamos mensagem desmarcando e avisando que Bernardo estava chegando. : ))

      E assim consegui enrolar até perto do meio dia, almocei dentro da banheira, a dor já estava bemmm forte e vindo de 5 em 5 minutos e então concordei em ligarmos para o hospital e avisar que eu estava em trabalho de perto.

       

      HORA DE AVISAR O HOSPITAL

      Ele ao telefone: … isso mesmo, já estão de 5 em 5, as vezes menos. Se estão fortes e ritmadas assim, é melhor vocês virem para o hospital! Ok, estamos indo agora.

      Aceitei ir, tava doendo p caramba! Arrumei as malas que não estavam prontas, me despedi do Antonio, expliquei que estava indo buscar o Bernardo e que já já voltava ❤. Foram exatos 10 minutos até chegar lá, eu me contorcendo de dor e agarrada nos bancos e porta do carro.

      Chegamos e… putzzzzz, minha carteira ficou na bolsa do Antonio. Socorro!!!! Estava sem documento nenhum! Voltamos para trás, eu não aceitei ficar sozinha no hospital de jeito nenhum, preferi morrer de dor dentro do carro mesmo. Rss Pegamos os documentos e fmos em direção ao hospital de novo.

      Meu marido tinha enchido o carro de chocolate para caso eu ficasse fraca e quisesse comer, comi alguns bons pedaços durante o caminho. (Guardem essa informação ; ) )

      Com documentos em mãos, chegamos no estacionamento do hospital e demos entrada. Fui direto para o cardiotoco, Bernardo estava ótimo! – Agora vou fazer o exame de toque para saber com quantos centímetros você está, ok? Hummm, deixe-me ver.. é, você está com DOIS centímetros de dilatação! O QUEEEEEE? Eu quis morrer! Dois? Tá de brincadeira????

      Eles começaram a explicar todas as minhas opções… oxitocina, anestesia… e eu relutando. Não Dr. eu não quero anestesia e por isso não quero oxitocina, sei que se aplicarem ela as dores vão piorar e vou implorar por anestesia, então não quero de jeito nenhum! Ok Dani, então só resta você esperar… vou te dar paracetamol para amenizar as dores e você volta quando as dores piorarem muito, ok? Ok Dr., prefiro voltar p casa. Tudo bem, só não posso te liberar agora pq o coração do bebê está acelerado demais e precisamos monitorar. Preciso que fique mais 1 hora aqui por segurança, ok? Ok!

      Fiquei lá, amarrada naquele cardiotoco, deitada numa maca sem poder me mexer para não dar alteração no coração dele. E como é que faz na hora da contração? Respira, reza e absorve! Tudo pelo Bernardo. 1 hora depois, muitas e muitas contrações depois, o médico volta. Ok, o coração está voltando ao normal, não entendemos pq acelerou.

      – Dr. Eu comi um monte de chocolate antes de chegar aqui, será que foi isso? Com sorrisinho de inconformado no rosto ele diz: – sim, provavelmente foi isso! NÃO COMA MAIS CHOCOLATE, e preciso que volte aqui em 2 horas para monitorarmos o coração de novo, ok Daniela? Kkkk – ok Dr!

       

      VOLTANDO PARA CASA

      Voltamos para casa, abri a porta e Antonio veio correndo na minha direção: ué mamãe, cadê Beinaidi? Rss. Expliquei que ele ainda não queria vir mas que já já voltávamos lá para buscar ele.

      Eu tinha duas horas para fazer essa dilatação acontecer, estava morrendo de dor e não entendia como ainda estava em 2 centímetros! Estava doendo muito mais que no parto do Antonio, tudo novo de novo!

      Andei no quintal, joguei bola com Antonio, passeamos pelo jardim, comi, andei mais um pouco e deitei no sofá. Me contorci, brinquei com Antonio e esperei a hora passar… as contrações continuavam sem ritmo mas muito, muito próximas umas das outras!

      Fomos de novo para o hospital, só pq o médico pediu mesmo, pq eu sabia que não estava na hora. Cardiotoco, toque e… de dois para três. Oiiiii???? Que? Meu Deus! Cadê o parto quiabo? Quadril já está mais largo… cadê???????

      O Plantão mudou e um novo doutor chegou. Bonsoir, sou o médico desse plantao, e vou verificar se você está bem. (Falou tudo isso em Francês), sussurrei alguma coisa para o Rodolfo em português e o médico disse, ahhhh eu também falo português! Meu Deusssss!!!! Obrigada senhor, obrigada!!!! Quem leu a primeira parte do relato (leia aqui) já sabe o quanto eu desejava ter pessoas que falassem português comigo, né? Deus vem e coloca um médico que fala português justo no plantão onde meu parto vai acontecer? Ele é bom demais comigo!!!!!!!

      Então, em português, ele começa: – Tem certeza de que não quer oxitocina? É natural… faz parte… blá-blá-blá… – Não Dr. estou certa, prefiro esperar, não quero nada! – Ok, então é melhor você ir para casa e esperar lá, ainda pode demorar muito. – Mas você estará aqui quando eu voltar Dr? -Sim, fico mais dois dias de plantão aqui, até lá você volta, tenho certeza.

       

      VOLTANDO PARA CASA PELA TERCEIRA VEZ

      Lá voltamos nós, devia ser umas 6 da tarde quando chegamos em casa. Dava um aperto no coração, um medo de não aguentar mais aquela dor, mas eu estava decidida! Seria natural e pronto.

      Cheguei e fui direto para a banheira, Antonio jantou e entrou lá comigo, dei banho nele, brincamos e ele foi dormir. Eu, continuei lá.

      parto natural

       

      Papai foi fazer Antonio dormir e acabou dormindo junto, minha mãe ficou na sala e pediu para gritar caso precisasse, coloquei a playlist que tinha feito para a hora do parto, acendi algumas velas e fiquei lá, na água muito quente, sem prestar atenção na hora passar. Parei de registrar as contrações, só sentia.

      O dia foi escurecendo, as músicas começaram a se repetir, o medo de não estar progredindo começou a bater. Para Dani, você já passou por tudo isso, fica quieta e espera! E ficava lá, deitada, submersa, só me contorcendo quando as contrações vinham.

       

      A SEGUNDA MADRUGADA

      Minha mãe avisou que ia deitar, já era perto da meia noite, e que deixaria a porta aberta. Qualquer coisa, era só gritar! Rss Lá estava eu, de novo, no silêncio da casa, um breu absurdo… só as luz das velas e minhas músicas, nada mais.

      Já estava completando 24 horas de dor, de contrações malucas que vinham de 5 em 5 minutos, as vezes menos. Eu tomava muita água de coco, mas as forças já estavam se esgotando. O sono era absurdo! Fechava o olho mas não dava tempo de descansar, logo a dor vinha e eu precisava me revirar inteira para aguentar.

      Meu marido acorda. Nossa! Peguei no sono. Como você está? – Na mesma! As dores pioraram, mas estou na mesma.

      Ele foi na cozinha, pegou mais velas e uma taça de vinho. Sentou no banquinho do Antonio que fica no banheiro e ficamos lá. Ele tentou puxar 30 tipos de assunto, não respondi nenhum! Não dava! Eu já estava enlouquecendo de dor. Ele sossegou e ficou lá, tomando seu vinho e escutando as músicas junto comigo.

      Meu Deus!! Que dor é essa? Pq está demorando tanto? Será que não vou dar conta de um segundo parto? Pq? Pq precisa ser tão mais difícil do que o primeiro? Puta merda! Tá vindo outra!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

       

      A HORA EM QUE DESEJEI ANESTESIA

      – Ok, agora chega! Não aguento mais. São 3:30 da manhã, vamos para o hospital. Se eu chegar lá e estiver menos que 6, quero anestesia, não aguento mais essas contrações, não tenho mais forças e preciso gritar. (Não dava p gritar em casa, iria acordar o Antonio). Ok? – Ok, vamos então!

      Acordamos minha mãe para deitar com o Antonio. – Ainda estão aqui? Como você aguenta tudo isso de dor? Vai com Deus filha!!!

      A terceira ida ao hospital e a pior delas, pelo amor de Deus! Pq o carro balançava tanto? Aquilo provocava mais contrações, uma atrás da outra,  com segundos de intervalos e quase pirei! Chegamos…

      O recepcionista nos olha e pergunta, vocês precisam de… – AIIIIIIIIIIIIIIIIIIÍ…… – ok! Pode subir que vou avisar a maternidade de que estão indo para lá.

      Os gritos ainda estavam bem contidos, mas eu já não conseguia segurar muito. Tudo de novo: cardiotoco, maca… toque e estava de seis para sete! – O QUEEEE? Pelo amor de Deus, não aguento mais! Quero anestesia. – Ok, vou chamar minha outra colega e enquanto isso vou te deixar no cardiotoco, ok? Fica deitadinha aí que já volto.

      Misericórdia, deitadinha? Quase pirei para me aguentar lá! Não podia me mexer para não alterar os batimentos dele, no fundo queria sair correndo e pedir socorro ao primeiro ser que aparecesse na minha frente.

      Acabou o exame e veio outra enfermeira, que na verdade são parteiras, os partos aqui são feitos por elas e só em caso de risco os médicos aparecem na sala. Falei pra ela que não estava mais aguentando, que estava muito fraca e queria anestesia.

      – Mas você não disse que queria natural? – Disse, mas não estou aguentando de dor! Já passaram 28 horas de trabalho de parto e ainda estou com 7 de dilatação, não aguento mais….

      – Calma, pensa bem! O anestesista não está aqui, até eu chamar eele vir vai levar pelo menos 1:30h e pelo que estou vendo, seu filho já estará nascendo quando ele chegar. Pensa mais um pouco que vou ali e volto já, aí você me fala…

      – Meu marido falando: você queria tanto sem anestesia, não consegue aguentar? Agora já está quase no fim… e eu me contorcendo de dor!

      Tava na cara, estavam tentando me enrolar!!!!

       

      MEU PARTO NA ÁGUA BABOU!

      A parteira já entra na sala falando: – A sala de parto na água está ocupada, mas temos uma onde você pode ficar dentro de uma banheira, só precisa sair na hora de nascer. Você quer ficar lá? – Quero! Por favor, preciso ficar na água!!!

      Tirei toda a roupa e entrei na banheira, uma banheira gigante onde eu conseguia me esticar inteira e ainda sobrava espaço, uma delícia, porém não menos doloroso. Eu já gritava! Agarrava nas laterais da banheira e esperava passar. Já não fazia a menor ideia do intervalo das contrações, eram poucos segundos onde eu conseguia falar alguma coisa, mas, diferente da primeira gestação, eu estava completamente lúcida. Entendia tudo, respondia tudo, sabia que a dor estava muito intensa e que a dilatação estava aumentando.

      parto humanizado

       

      Quem leu o relato do Antonio (leia aqui) sabe que lá descobrimos que se meu marido apertasse meu quadril, a dor diminuía muito. Então assim que as dores “de outro mundo” começaram, ele entrou na ativa! Apertava meu quadril com todas as forças, até a contração acabar. Eu ficava toda vermelha no lugar onde ele apertava, de tão forte, mas o alívio era tanto que eu mal deixava ele sair do meu lado.

      – Amor, pega um top azul que tá aqui na bolsa… não! Volta volta volta, tá vindo outra! Corre!!! E ele voltava correndo. – Amor, coloca a câmera p fil… nãoooo! Volta! Aperta, aperta forte!!! Não sai daí!

      – Vai, acabou essa! Corre, liga a gopro p começar a filmar, já tá doendo muito e deve estar no fim! A parteira me perguntou se eu queria alguma essência no quarto, pedi alguma relaxante. Depois ela me perguntou se eu queria um gás alguma coisa rss era um gás que me deixaria zonza e amenizaria as dores, óbvio aceitei! Não faço a menor ideia se funcionou ou não!

      Mal ele coloca a gopro acoplada na cabeça e eu grito, chama ela!! Quero empurrar, tô com vontade de empurrarrrrrr. Lá sai meu marido, gritando em PORTUGUÊS… – “alguém, ela quer empurrar, vem alguém aqui, o bebê tá querendo empurrar” kkkkkkk elas perceberam o desespero dele e vieram correndo, mas só então ele começou a explicar em Inglês, ninguém estava entendendo nada e eu gritando. Como eu não poderia ter o Bernardo naquela banheira, foi uma correria para me tirar de lá. De novo, fui andando até uma outra sala! Perguntei novamente sobre a sala de parto na água, mas a limpeza do parto anterior ainda estava sendo feita. : (

      Andei até a nova sala, elas arrumaram tudo correndo e sentei na banqueta, a mesma onde tive o Antonio. Só que, a vontade de empurrar sumiu! Eu urrava de dor e nada da vontade de empurrar voltar, que ódio!!!! Eu preferia estar lá na água então!

      Parto Natural na Suíça

       

      PARTO NA SUÍÇA

      Até este momento, o médico não tinha aparecido, na verdade, aqui na Suíça os partos são feitos pelas parteiras e o médico só é chamado em caso de emergência ou, no nosso caso, o plano cubra a presença de um. Eu disse para as parteiras que não queria médico nenhum, que não precisava e estava me sentindo segura com elas, mas meu plano exigia que ele estivesse presente na hora do nascimento e então ele veio.

      Era o médico que falava português, lembram? Ele ainda estava lá. Já era o fim do plantão dele, mas graças a Deus, ele ainda estava lá.

      Chegou e ficou no cantinho da sala. Rodolfo sentado atrás de mim, eu na banqueta e uma parteira na minha frente. Ela dizia: – Dani, me abraça, pode me abraçar! Vc é forte, seu filho quer nascer! Vamossss, preciso que vc faça força. – Ok! Eu só concordava com a cabeça e esperava outra contração chegar… gritava horrores e nada de conseguir fazer força, nada!

      – Então o que você acha de eu estourar a sua bolsa? Tenho certeza de que quanto estourar, ele desce de uma vez… fico em silêncio…. mas você é quem sabe Dani, o parto é seu! Só vou fazer o que vc quiser… ok! – Pode estourar! Eu já não aguentava mais, minhas pernas tremiam, as forças não chegavam até o fim, eu parava no meio e a contração era “perdida”… já estava desesperada e achei que estourando a bolsa tudo se resolveria.

      Bolsa estourada e… NADA! Só contrações atrás de contrações e nada de conseguir empurrar!

      Ela começa a falar em Francês com o médico e as outras parteiras que estavam no cantinho da sala e eles saem. – Dani, pedi para eles saírem para não te pressionar, não se preocupe que eles estão aqui na sala do lado, é só eu chamar.

      Aquilo me deu um gelo! Se ela estava pedindo para eles saírem, era pq ainda ia demorar!!! Eu não aguentava mais, meu Deusssss, o que eu faço? Me socorre!!!

      Contrações e mais contrações! – Dani, não grita mais! Usa toda sua força para empurrar… – aaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh e parava no meio, ardia, tremia, corroía por dentro e nada! Olhava para meu marido e dizia que não sabia mais o que fazer, que eu não aguentava mais.

      – Eu sei Dani, eu sei! Você precisa ser forte! Faz força, chama ele. Chama o Bernardo, fala com ele…

      Eu já estava exausta, com medo, perdida… era a dor que eu senti nos 20 minutos de expulsivo do Antonio, só que já estava completando 2 horas! Incrédula de que meu segundo parto já estava durando mais que o primeiro, vi os raios do sol surgindo na sala, já estava amanhecendo e eu continuava ali, sentada na banqueta e tentando criar forças para empurrar, tudo em vão!

      Parto Natural

       

      A parteira começa a ajeitar algumas coisas e me fala, – Dani, meu turno acabou e minha colega vai continuar com vc, ok? Era só o que me faltava!!!! Iam mudar as pessoas e eu continuava ali, era o fim. Ela percebeu meu susto e me acalmou. – O meu turno acabou mas se você quiser eu posso continuar aqui, é só você me pedir. Na hora eu não consegui responder, a incerteza de tudo estava me deixando apavorada e não respondi nada. Quando percebi elas já tinham trocado e a outra parteira já estava comigo.

      – Dani, os batimentos do seu filho estão caindo, precisamos fazer ele nascer. Ok? Vamos mudar de posição, aí você não vai conseguir! Tenta vir aqui e ficar de quatro. Levantei da banqueta e a dor foi tanta que chegava a me arrepiar, tremi inteira e mesmo querendo que ele nascesse, não consegui e voltei para trás. – Não dá! Não dá! Estou sentindo muitaaaa dor lá embaixo! Não está normal.

      Comecei a gritar enlouquecidamente e o médico voltou para sala, eles sabem pelo grito que o bebê está para nascer!

      – Por favor, eu não aguento mais! Podemos ir para água? – Água? Vcs quer ir para água Dani, é isso? Ok! Vamos arrumar a sala correndo.

      Ela saiu e voltou em 3 minutos mais ou menos. – Vamos! Está pronta. Você precisa ir andando até lá, vai!!!! Levantei, segurei na maca e…. – ahhhhhhhhh, não dá, não dá!!! Ele tá descendo! Ahhhhhhh Bernardo, filho! Pelo amor de Deus amor, vemmmmm! Filhoooooo, mamãe não aguenta mais! Vemmmmmmm!

      Parto Natural

       

      Não existia a possibilidade de andar, ele estava nascendo! Eu fazia toda a força que existia em mim, empurrava e nada! Fiquei de cócoras e tremia muito, meus pés doíam pq não aguentavam mais suportar o peso do meu corpo e nada de ele nascer.

      Rodolfo se abaixa na minha frente e começa… – Amor!!! Eu tô vendo ele, faz força! Ele quer nascer… ele tá vindo! Pega nele, pegaaaa, é a cabeça dele! Sente!

      Eu já não estava mais acreditando que conseguiria fazer ele nascer, achei que passaria mais horas ali e isso me apavorava. Deslizei minha mão e a parteira começou a falar: – é ele! Pega nele, está sentindo? Eu senti algo mole, enrugado… – é ele? Isso é ele? Ah não! Então ele
      Vai sair!!!!

      Não tirei mais a mão dele, fiquei tocando até vir a próxima contração. Quando senti a contração vindo, prendi a respiração, agarrei nos lençóis da maca e empurrei! – Vai amor, vai!!! Ele tá saindo, vaiiiii! A parteira saiu de cena e ficou só nos observando, o médico só chegou até mim para arrumar o cardiotoco que monitorava o coração do Bernardo e nada mais. Era eu e meu marido, nós dois estávamos fazendo o parto do nosso filho.

      – Você é forte! Vai Amor, ele tá aqui, eu tô vendo ele!!!!

      Eu com uma mão na cabeça dele, senti que saiu e começou a girar, a outra mão contorcia o lençol em cima da maca, meu marido praticamente deitado em baixo de mim, só esperando ele sair. Tinha que ser agora!!! Eu sabia que aquela dor estava intensa demais, era uma dor externa além da interna, loucura!!! Empurrei com meus últimos minutos de lucidez, fiz a maior força da minha vida! Saiu!!!! Ele saiu!!!! A parteira surgiu na minha frente e… – Calma, calma!!! Ele está enrolado no cordão… nos segundos que olhei vi umas 3 voltas no pescoço mais uma em volta do corpo, não sei ao certo quantas eram no total.

      cordão umbilical enrolado no pescoço

      Ela tirou tudo em 5 segundos e puxei ele, grudei em mim e me soltei para trás, esmoreci, zerei… me anulei. Essa foi a hora em que sai de mim, meu corpo entrou em transe! Meu marido continuava na minha frente mas eu não enxergava ninguém, surgiram outras pessoas me segurando e falando alguma coisa que não faço ideia do que era. O médico continuava lá, no cantinho da sala! Agora lembro bem qual foi o papel dele no meu parto, ele ajustou o tripé da câmera na direção certa quando o Bernardo foi nascer, Graças a Deus ele estava lá, ou eu não teria vídeo algum! Rsssssss

      cordão umbilical enrolado no pescoço

      parto humanizado

      parto humanizado

      A parteira começou a nos agradecer, – vocês foram incríveis!!!! É por partos assim que estudei! Vocês me deram um presente hoje! Eu nunca tinha visto um casal fazer um parto sozinhos, vocês foram lindos! Obrigada, obrigada e obrigada. Eu só ria e agradecia tbem. Não estava estendendo direito. Depois que assisti o vídeo, eu entendi! Rodolfo deitou na minha frente na hora que comecei a encostar no Bernardo e a Parteira ficou “excluída” do momento. Ela olhava para o médico como quem dizia, o que está acontecendo? Não consigo fazer nada aqui. E continuava parada, só olhando o Rodolfo me incentivar, eu encostar no Bernardo e gritar para ele sair. Foi lindo realmente, mas só depois tomei conta da dimensão do que tínhamos feito.

      Parto natural do Bernardo

       

      Meu filho nasceu lindo, forte e enorme!!!! 500g a mais que o Antonio e por isso o parto foi mais difícil! Ele era muito maior!

       

      Parto natural do Bernardo

      parto de cocoras

       

      Ficamos ali por uns 20 minutos, no chão, cheia de sangue, mecônio e amor! Me ajudaram a levantar e deitar na maca, Bernardo grudado na mesma posição que coloquei quando puxei ele para mim. Ali ficamos, eu e ele. Foram 2 horas com ele em cima de mim e só depois disso me pediram para colocar roupa nele. Só roupa! Nada de procedimentos! Pesou, colocou roupa e entregou para o papai. Aquele cheiro, o cheiro do parto! Cheiro de vida! Cheiro da dor. Senhor!!!! É alucinante!

       

      amamentação na primeira hora de vida

       

      Dor, que dor? Eu nem lembrava mais de dor… só estava ali, plena, cheirando minha cria e impressionada com a capacidade que uma mãe tem de suportar dor pelo filho. Meu parto foi exaustivo, surpreendente e completamente diferente do primeiro, mas tão revelador quanto! Se eu me transformei no primeiro parto, agora eu tinha chegado ao patamar master do empoderamento! Eu era a mãe do Bernardo e do Antonio, eu era foda!

       

      parto na Suíça

       

      O COMEÇO DO PÓS PARTO

      – Dani, já se passaram 20 minutos e a placenta não saiu, vamos precisar chamar um anestesista com urgência, para retirar ela, ok?…

      Isso mesmo! Meu parto ainda não acabou! Mas isso fica para o próximo post, esse aqui é sobre coisas boas, divinas e únicas na vida. O resto é só o resto!

      amamentação

      paternidade

       

      Beijos e se inspirem!!!! Nós sabemos fazer partos sozinhas, acreditem!!!!!

      Para ler a primeira parte do parto, clique aqui.

      Para ler o relato do parto do Antonio, clique aqui.

      Dani

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      32 comentários em “Relato Parto Natural – Nascimento do Bernardo (parte 2)

      1. Julia Egidia on

        Você é a melhor !! Fiquei emocionada do começo ao fim, não tem como não se inspirar em você Família linda, que Deus os abençoe

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      2. FERNANDA on

        Aquele momento em que você prende a respiração sem perceber e que quando tudo acaba bem você dá aquele suspiro aliviada…
        Relato de parto que faz a gente devorar a leitura! Só percebi agora o quanto ficou grande pq estava procurando onde comentar no blog!
        Wow, parabéns Dani, você foi muito incrível, um dia ainda vou te escrever e falar “seus relatos de parto me incentivaram a passar pelo momento mais incrível da minha vida! Obrigada por isso”.

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        • danikalsovik on

          ôoooo amore! Esse é o objetivo de tudo, incentivar outras mamães. Muito obrigada, agora vou ficar esperando esse seu comentário, hein? rss Beijos querida, já estou torcendo pelo seu.

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      3. Caroline Camargo on

        Meu Deus é apavorante e ao mesmo tempo incrível… Estou impressionada com o relato Dani, parabéns acho lindo o Rodolfo ser esse homem tão incrível, que sempre está ao seu lado, não importa a circunstância. Amo vocês, não importa a distância

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        • danikalsovik on

          É isso mesmo Carol, em vários momentos me vi apavorada durante o parto, mas tudo isso faz parte da transformação que um parto faz na vida de uma mulher. Sem todas essas dores eu ainda seria a Dani de antes, eu precisava passar por elas. Você vai querer passar por essa experiência tbem, vc vai ver. Beijosss, te amamos tbem! Ano que vem estamos aííí…

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      4. Raquel on

        Nossa não tem como não se emocionar, prender a respiração…lendo esse relato , estou com 24 semanas, e não tem cm não se ver na cena, obrigada por dividir essa experiência !! Parabéns. Uma pena aqui no Brasil ser tudo tão diferente.

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        • danikalsovik on

          Eu lia muitossss relatos antes do meu primeiro parto, via muitos vídeos e hitórias de partos frustrados, foi isso que me fez saber o que realmente queria e qual o caminho que eu precisava passar para conseguir ter um parto natural. Estou torcendo por vc! Beijossss

          Responder
      5. Luciana Guimaraes Dalmazzo on

        Olá
        Dos zilhões de relatos de parto que li na gravidez e dos vários que li pós gravidez, o seu foi o primeiro que “me reconheci” Rsrs
        Me emocionei qdo falou do seu marido chorando, Pq aqui tbm teve marido chorando igual criança, me arrepiou falando da dor, me lembrou a minha mesmo e tocou na minha alma todo o trabalho de parto do seu segundinho, lógico que fui ler do primeiro tbm, aí me vi no ciclo – parto humanizado/a louca que quer sentir dor/zero intervenções -.
        Não quero nem pensar como será se um dia eu tiver um segundinho, isso Pq tive todo o pacote (equipe) humanizado, super estudei, zero violência obstétrica, mas doeu, doeu de partir no meio por horas, lacerou absurdo, pós dolorido, enfim… Casos da vida real Rsrs
        Felicidades para vc e seus meninos.

        Responder
        • danikalsovik on

          Eu te entendo, dói mesmo, né? Dessa vez eu senti essa dor absurdo por um período mais longo, por isso fiquei com tanto medo. Mas faz parte, né? Depois que nasce tudo passa e agente agradece por ter conseguido, estar tão “viva” para cuidar do novo serzinho e ter feito nossa parte. Também lacerei nessa, vou contar na próxima parte do relato kkkk Beijos querida, felicidades p vc tbem!!

          Responder
      6. Ana Paula on

        Dani fiquei super emocionada,estou de 39 semanas,mal consigo andar as pontadas na virilha e pernas estão terríveis, sinto algumas contrações nas costas mas elas somem e voltam um dia sim e outro não,bate aquele medo da dor do parto mas peço forças pra Deus, esse também será meu segundo parto.

        Responder
        • danikalsovik on

          Nossa, última semana é tensa, né? rss Eu tive os dois no primeiro dia da 39, imagino comoo deve ser dolorido as semanas seguintes. Não tenha medo, a dor é feita especialmente para a sua transformação, ela faz parte do momento. Tenha uma boa hora e um parto lindo, cheio de amor e do jeitinho que você planejou. Beijoss e fica com Deus.

          Responder
      7. Giovana Braz on

        Daniii, como voce para o relato assim? E minha ansiedade de terminar de ler a história do Bernardo fica como? Kkkkk
        Nao estou grávida, e nem pretendo ficar, pois só tenho 20 anos e nem casei ainda ! Mas ver uma história de uma mãe tão forte me enche de vontade ! Parabéns !!! você além de uma super mãe para o Antônio,mostrou o quão guerreira é!
        Obrigada por essa linda história!

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        • danikalsovik on

          kkkkk é que eu escrevo muito, ai fica longoooo! Mas vai ser a última parte, prometo! hehehe Mas é ótimo você já se interessar por esse assunto desde nova, assim você vai formando sua opinião e quando precisar, lutará pelo que acha certo e defende, né? Já estou torcendo por você! Beijosss

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      8. Camila Yoko Shimada on

        Dani tu é foda demais! Qntos força! Parabéns pelo parto lindo! Me emocionei muito.
        No meu parto tbm foi assim, nw tinha ritmo das contrações fiquei quase 24 horas nessas dores irregulares,no fim eu estava com 10 de dilatação mas sem vontade nenhuma de fazer força, mas a enfermeira falou pra fazer força e fiz, me cansei muito pq tinha q ficar em uma posição muito desconfortável, os batimentos dela aumentaram e elas forçaram minha barriga pra ela nascer! Violência obstétrica! E ela nasceu, foi pra longe de mim, só qndo fui pro quarto q vi ela.
        Nw sei se teria coragem de ter outro bebê!
        Bernardo lindo, a cara do Antônio, que Deus te abençoe muito bebezinho! Bju

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        • danikalsovik on

          Faz pouco tempo que você teve o parto? Esse é o problema de equipes despreparadas, né? Fazem o que bem entendem e fim! Uma pena você não ter recebido ela imediatamente após o parto, esse sim, é um dos piores crimes contra mãe/bebê. Precismos compartilhar nossas experiências para as futuras mamães se informarem e evitarem esse tipo de coisa. Obrigada por compartilhar a sua. Beijosss

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      9. Ivna on

        Meu Deus, ainda tinha a placenta pra sair, que sufoco. Fiquei agoniada só de ler o relato, imagino o que você passou, mas sem dúvida foi um momento único e especial. Parabéns pela garra e a coragem. A família ficou ainda mais linda e realmente a dor a gente esquece, é só o amor que fica.
        Quando você falou da circular no pescoço eu lembrei do meu 1°filho, que nasceu de parto normal com 4 circulares (a equipe médica disse que até 3 é normal, mas 4 é muito difícil acontecer e que o meu cordão tinha um comprimento muito acima da média), por conta disso ele foi parar na UTI.
        E sobre cesárea desnecessária, sou totalmente contra, mas as vezes somos enganadas mesmo. Meu 2° filho nasceu de “cesárea de emergência” tinha uma mancha no meu ultrassom que segundo os médicos era descolamento da placenta, fiz repouso absoluto praticamente os 9 meses, mas só aumentava, no 3° trimestre ficou muito grande e a médica marcou minha cesárea para o dia seguinte (eu estava de 38 semanas), mas eu me sentia ótima, tinha tanta esperança de um parto normal. Eu pesquisei muito e realmente quando a placenta descola é perigoso, mas ocorre sangramento, dor, coisa que eu não tive. Fui pra cesárea muito triste, não tive trabalho de parto nem nada. Foi frustrante? Muito! Fui enganada? Talvez! Tive medo de arriscar? Sim (afinal não sou médica) Foi uma cesárea desnecessária? Daria pra ser normal? Nunca saberei! É triste não poder confiar no médico, eu me senti enganada, mas tive medo e acabei aceitando. E posso dizer… eu teria outros 10 filhos de parto normal mas não faria outra cesárea. É infinitamente melhor.
        Desculpe pelo comentário longo, é que esses assuntos me empolgam rs. E parabéns mais uma vez, o Bernardo é lindo.

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        • danikalsovik on

          rss Ainda tem mais uma longaaaa história depois desse nascimento kkkkk já já eu conto. Não dá p saber, né? A gente nunca sabe se estão nos enganando ou querendo nosso bem, mas nosso papel é ter informação, né? Debater, indagar… Assim, pelo menos, fazemos nosso papel. O importante é que vocês estão bem! Beijos e fiquem com Deus.

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      10. Tamara on

        Meu Deus, que MULHER INCRÍVEL que você é Daniiiiiiiii, que marido especial você tem. Obrigada, obrigada por esse relato, quando estiver grávida do meu segundo filho, vou ler todos os dias esse relato até ele nascer. Um beijo com amor!

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        • danikalsovik on

          ôôô querida! Muito obrigada. Fico feliz que tenha gostado e que tenha conseguido inspirar outras mamães! Estou torcendo por vc. Beijos nossos.

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      11. Viviane on

        Que fantástico, que emocionante, amor na sua maior e melhor definição!!!
        Sempre quis cesárea, mas cheguei no hospital com dilatação total, com a minha bebê nascendo, ela veio ao mundo como e quando queria, da forma mais natural possível, e foi a experiência mais transformadora, mais incrível da minha vida. É indescritível o amor que sentimos, e esse amor nos faz leoas, nos faz superar e aguentar firme todas as dores, por um bem maior.
        Parabéns pelo seu relato, parabéns pela sua força e coragem! Parabéns pelo lindo Bernardo e pelo fofo do Antônio.

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        • danikalsovik on

          Que sonhooooooooo! Queria tanto ter rapidinho assim hehehe teria uns 4 filhos já rss. É transofrmador, né? Eu não queria passar por essa vida sem sentir tudo isso e ter essas histórias para contar, sou completamente outra depois dos meus partos. Obrigada, amore! Beijoss

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      12. Sandra Faria Cardoso on

        Fiquei inspirada, meu parto foi cheio de luz, embora com muita dor, não passei nem um quarto do que você passou, graças a Deus por sua força e determinação..
        Que lindo ler, senti medo, empolgação, descoberta e amor em suas palavras..
        Que Deus vos guarde e acompanhe..
        Beijo de Portugal…

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        • danikalsovik on

          O parto muda muito de mulher para mulher, né? Meu sonho era ser daquelas que não dá tempo nem de chegar no hospital e o bebê nasce no carro kkkkk sonho meu! Obrigada, querida! que bom que gostou. Amém e que ele te abençoe muito tbem, beijos nossos!!

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      13. Marilia Buckeridge on

        Chorei com seu relato. Parabéns pela sua coragem, força e determinação!! Também estou na segunda gravidez, já com 33 semanas e com muito medo dessa dor. Moro em Londres e no parto da minha filha foram 32 horas de uma dor alucinante. No final tive que induzir e a dor era de matar. Tive que tomar anestesia. Acho que fiquei traumatizada. Lendo seu relato agora, acho que não quero ter que suportar essa dor novamente. Parece que está chegando perto e o medo só aumenta. Me identifiquei muito com a parte do médico brasileiro. Também tive essa sorte. Na hora que chegou o obstetra era um brasileiro. Sorte a nossa! Parabéns mais uma vez

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        • danikalsovik on

          Obrigada, Marilia! Eu imagino a dor que a oxitocina causa, se a normal já é loucura, imagina a artificial!!! Fica tranquila, a dor é intensa mas ela some… desaparece assim que eles chegam. Essa dor é transformadora, faz parte do ciclo da vida, aguenta firme que você consegue sim. Eu senti muito medo, principalmente quando percebi que já tinha passado do tempo do primeiro parto, fiquei perdidinha. Estou torcendo por você. BEijosss

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      14. Luciana on

        Dani não me leve a mal eu postei aqui, pois tentei te enviar meu comentário no seu post sobre o Camboja e nada dele ser publicado, vai ser por aqui mesmo.

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